A Ditadura da Intolerância

A Ditadura da Intolerância
novembro 11 08:41 2015 Imprimir Este artigo

Intolerância por que?

A palavra Intolerância é definida pelo dicionário como sendo a falta de compreensão, ou ainda como sendo o comportamento daqueles que possuem uma atitude odiosa em face daqueles que possuem diferentes opiniões.

Parece que “ódio” e “intolerância” têm sido palavras pouco usadas, entretanto que se infiltraram tanto na essência dos seres humanos, que, apesar de pouco falada, por vezes é o verdadeiro nascedouro de inúmeras ações que ganham as mídias, ações estas que quase sempre aparecem dissimuladas e encobertas pelo véu da“Liberdade de Expressão”.

“Liberdade de Expressão”, um direito fundamental ao homem moderno, todavia, deturpado e alvejado, diria eu, ‘ferido de morte’, que na verdade hoje esconde e serve de pano de fundo para ações indiscriminadas de violência e“intolerância”, parece incrível, usar uma antítese para mascarar a verdadeira face tenebrosa de atitudes odiosas contra quem pensa diferente.

O festival de atos de intolerância da atualidade tem conseguido me impressionar, o que será que aconteceu com a tolerância a educação e o respeito?? Será que este sublimes valores foram enterrados com o passado??

Houve um episódio quando eu ainda era criança na década de 80 que me marcou bastante, lembro-me que um casal de músicos de sucesso, na época conhecidos como “Pepeu Gomes & Baby Consuelo”, foi barrado na portaria de entrada da Disneylândia, e fizeram uma música sobre o fato, que fez muito sucesso na época.

Engraçado, mas, o casal havia sido “vítima” de preconceito, e foi proibido de entrar em um local de uso público, entretanto, ao invés de ficarem se lamentando e vitimizando, fizeram do fato uma música, e saíram ganhando. Nos dias de hoje isso seria encarado como?

Será que não estamos potencializando a intolerância em nome de uma falsa integração?

A ambiguidade e a hipocrisia humana me espantam, pois, os mesmos defensores da liberdade de expressão querem sufocar as vozes daqueles que expõem opiniões contrárias.

Alguns dias atrás um político foi penalizado em um processo judicial, pois, expôs em público, sua opinião sobre a relação sexual entre dois homens. Entretanto, alguns anos atrás uma mulher utilizou-se de uma imagem de uma santa católica para praticar atos obscenos, e isso foi defendido como “Liberdade de expressão”.

Defende-se uma suposta minoria, outrora ultrajada e vilipendiada, não para igualar, mas, sim para converter oprimidos em opressores, transmudando exceções em regras e nivelando todos pelo nível mais baixo do preconceito e da segregação, obrigando a todos uma aceitação forçada das diferenças, entretanto promovida através de uma imposição autoritária e não uma aceitação natural da convivência pacífica entre desiguais.

A segregação, o preconceito e a intolerância não são características nascentes nos seres humanos, pois, somos seres sociais e tolerantes na essência, por isso, a imposição de regras baseada na divisão e classificação vai contra a natureza humana.

Não se acaba com a intolerância, segregação e preconceito através de conceitos e práticas impositivas e sim através de educação e acima de tudo respeito às diferenças. Mesmo quando nós mesmos somos esta diferença, ou minoria.

A prática de políticas de inclusão forçada, e imposição de aceitação só criam mais preconceito, segregação e a pior de todas “intolerância”.

Precisamos nos tornar mais sensíveis e proativos e menos reativos, nenhum comportamento de integração e aceitação natural de diversidade étnica, cultural, filosófica, social ou religiosa pode originar-se de uma ação baseada em um modelo impositivo e autoritário, que nasce manchado pelo desejo de vingança e de inversão de papéis entre opressores e oprimidos.

Somos todos humanos, antes de qualquer divisão, segregação ou tentativa de classificação temos que tomar consciência plena desta natureza humana inerente ao ser, e assim então, veremos florescer naturalmente uma integração entre a humanidade.

Não há como impor aceitação e convivência pacífica entre seres humanos, este fenômeno tem de ser natural, tem que acontecer por si só, não por atuação de forças externas ao ser e sim por uma conscientização interna, a imposição e o autoritarismo não podem dividir morada com a aceitação e paz.

Somente quando conseguirmos nos educar para ter consciência da humanidade inerente a todos os seres humanos, que nos iguala a todos em nossas origens, sendo que antes de qualquer característica somos todos humanos e compartilhamos a mesma consciência coletiva, e dividimos a mesma dimensão de tempo e espaço, não conseguiremos derrubar os altos muros que dividem a nossa sociedade atual e esgotar os recursos que alimentam o monstro da intolerância.

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Sobre o Autor

Rodrigo Rodrigues Del Papa
Rodrigo Rodrigues Del Papa http://blogdodelpapa.blogspot.com.br/

Bacharel em Direito com ênfase na área Empresarial pela Universidade Vale do Rio Doce em Minas Gerais, atua com gerenciamento de equipes, Gestão de Pessoas, organização de eventos, treinamentos e palestras desde 1995. Foi Professor, Coordenador dos cursos de Direito e Administração, na FACIDER – Faculdade de Colíder em Mato Grosso um dos fundadores do Curso de Direito atuou no corpo docente também da Faculdade de Ciências Sociais em Guarantã do Norte/MT. Personal & Professional Coach com habilitação pela Sociedade Brasileira de Coaching, estudioso do comportamento e das relações humanas.

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