Liderança por Autenticidade: A habilidade de se reinventar

by Érika Fernandes Master Coach | 13/11/2015 10:09

A liderança exige a expressão de um eu autêntico. Você provavelmente irá falhar se imitar grandes nomes como Michael Dell, Jack Welch e Fabio Barbosa.

Os funcionários não seguirão uma pessoa que investe pouco em si e em seus comportamentos

de liderança. É preciso ser “real”, é preciso ser autêntico.

Enquanto a expressão de um autêntico “eu” é necessária à uma grande liderança, o conceito

de autenticidade é na maioria das vezes compreendido erroneamente. Os líderes tendem a

assumir que a autenticidade é uma qualidade que nasce com a pessoa, porém se fosse esse o

caso, haveria pouco o que se pudesse fazer para controla-lo, portanto, não há muito o que

fazer se tornar um líder mais eficaz.

A autenticidade não é um produto de pura manipulação, ela reflete os aspectos individuais do

líder. Os grandes líderes parecem saber que traços de personalidade devem revelar a quem, e

o momento mais adequado. Eles são camaleões capazes de se adaptar as diversas situações

sem perder suas identidades no processo.

Não há uma maneira certa para estabelecer e gerir a autenticidade, mas existem passos

conscientes que você pode tomar para ajudar os outros a perceberem você como um líder

autêntico. A boa notícia é que enquanto algumas pessoas parecem ter nascido com essa

habilidade, outros podem aprendê-la e muitas vezes desenvolver um grau até mais elevado.

Os líderes autênticos ficam confortáveis na própria pele, eles sabem de onde vêm e que eles

são, e sabem como construir um relacionamento com seus seguidores. Eles não são

ameaçados por pessoas de outras culturas, são sensíveis ao comunicar seus planejamentos e

ao mesmo tempo firmes como o momento exige e precisam estar conformidade com as regras

sociais e organizacionais, ou declinarão até se perderem por completo.

É muito importante que os líderes por autenticidade encontrem um equilíbrio entre os seus

valores e as culturas que o rodeiam, assim, serão capazes de conduzir qualquer equipe, de

diversas culturas, ao ponto de chegada.

É comum encontrar funcionários em cargos de liderança adoecendo após um processo de

recolocação no mercado ou depois que uma outra organização passou a adquirir o controle da

empresa que esse funcionário já vinha trabalhando há vários anos. Isso se dá, principalmente,

a mudança da visão e dos valores da empresa para o funcionário.

A incompatibilidade entre os valores pessoais e organizacionais geram conflitos incalculáveis

para um líder que não tem a habilidade da autenticidade. Imagine você, que um dia está a

tomar um banho de 40 minutos, quente e com boa música, adaptado a isso todos os dias, de

repente, no dia seguinte a regra muda e você se vê obrigado a tomar o banho em 10 minutos,

com água morna e sem música. Esse é um exemplo simples, mas que qualquer um pode

imaginar a dificuldade em se adaptar a essa nova realidade.

Esse é o momento em que o verdadeiro líder autêntico entra em cena, seja aquele que possui

essa habilidade naturalmente quanto aquele que a trabalhou através de métodos para se

desenvolver, mostrando a sua capacidade de entender que naquele momento o que se faz

valer não são os seus valores, mas as da empresa que ele representa e que os seus valores e

habilidades deverão ser norteadoras na caminhada até a missão que lhe foi dada.

Lidere-se e seja sempre autêntico.

Até mais.

DIOGO FURLAN

EXPRESS LEADER[1]FOTO DIOGO 3 X 4[2]

Endnotes:
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  2. [Image]: http://socialcoach.com.br/v1/wp-content/uploads/2015/11/FOTO-DIOGO-3-X-4.jpg

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