Crenças! Você as cria ou as compra?

Crenças! Você as cria ou as compra?
setembro 14 13:22 2015 Imprimir Este artigo

O que são crenças?

São valores. São valores que norteiam nossos pensamentos e nossas ações. São “coisas” que simplesmente acreditamos. São“coisas” que ouvimos, aprendemos, recebemos de nossos pais, tios, avós, dos amigos, de quem amamos. São “coisas” que acreditamos que são verdades absolutas. Uma crença é simplesmente aquilo que você crê, ou seja, aquilo que você acredita.

Por exemplo, quem nunca ouviu as seguintes crenças: “Lugar de mulher é na cozinha”, ou ainda, “…cala a boca menino, homem que é home não chora!”. Será que seus pais já lhe disseram que “Dinheiro não dá em árvore”. Você já se pegou dizendo para sua namorada ou sua esposa: “Nossa, você é igualzinha a sua mãe!”. Já ouviu: “Pau que nasce torno, morre torto…” e assim vai. Minha avó sempre dizia: “… menino não bebe leite com manga que morre?!”, você já bebeu? Morreu? É bem provável, que existem ai na sua mente, algumas crenças que você ouviu, aprendeu ou “comprou” de alguém. Tais crenças regem a sua forma de pensar e de agir.

Para que servem as crenças?

Servem para nos guiar, para nos dar um norte, um caminho, para nos direcionar no que devemos ou não acreditar, no que devemos ou não fazer. Nossas crenças nos fornecem limites, nos fornecem segurança, guiam a nossa moral, nossa ética, valores e costumes. Nossas crenças nos impulsionam, nos influenciam a executar determinadas ações.

Como é que as crenças são geradas?

Imagine uma situação onde uma criança de aproximadamente 7 anos de idade, na noite de natal, ganha da sua avó, de surpresa, um violão. Imagine a cena, a família toda reunida na noite de natal, os primos e todas as pessoas que diretamente exercem influência na formação daquela criança.

A criança, ao abrir o presente, toma imediatamente o violão em suas mãos, e ainda sem saber tocar, passa os dedinhos pelas cordas emitindo um som. Neste momento, toda a família, inclusive seus primos, batem palmas, sorriem. A criança recebe os parabéns da família e ouve que ela pode ser um grande músico no futuro, que ela aprenderá tocar violão rapidinho. E a criança fica muito feliz e vai querer estudar e aprender a tocar o seu violão.

Agora imagine a mesma criança em outra situação. Ao abrir o presente em sua família, toma o violão em suas mãos, passa os dedinhos pelas cordas do violão, e sem saber tocar emite um som. Neste momento a família e os seus primos dão risadas, em um tom de deboche. Alguns vaiam a criança dizendo que ela não sabe tocar o violão. A criança imediatamente começa a chorar, afasta-se do violão e bem provavelmente não irá estudar e aprender a tocar o seu violão.

Percebam que o mesmo fato em situações diferentes, geraram crenças diferentes! Uma crença possibilitadora que provavelmente irá permitir que a criança aprenda a tocar seu violão, e outro uma crença limitadora, que provavelmente fará com que a criança jamais aprenda a tocar o seu violão.

Portanto, muitas de nossas crenças são geradas por pessoas de nossa confiança, são geradas em momentos de muita emoção, seja alegria, tristeza, medo e raiva e ainda a maioria de nossas crenças podem ter sido geradas em nossa infância quando estávamos em processo de formação de nossa personalidade, e estas irão nortear nossas ações no futuro.

Imagine outra criança, uma linda menina que brincando com o martelo de seu pai, comete um erro e dá uma martelada pesadíssima em seu dedinho, gerando uma dor incrível e insuportável. Em um surto de choro, com sua emoção alterada, ela vem até sua mãe que imediatamente diz para a menina: “Pára de chorar menina! Foi só uma martelada… você vai ver o que é dor mesmo quando tiver um filho!”. Percebeu a crença que foi gerada no inconsciente desta menina? Será que no futuro ela terá medo de ter filhos? É bem provável que seu casamento será abalado em algum momento pois ela terá um bloqueio (muitas vezes inconsciente) de ter filhos. Este bloqueio foi a crença gerada naquele momento na sua infância.

Você tem medo de falar em público?

Sim? Busque na sua memória uma ocasião na sua vida, seja recente no trabalho ou na sua juventude ou infância em que você teve uma experiência extremamente negativa ao tentar falar em público. É bem provável que aquele fato gerou um significado negativo em sua vida, pois você pode ter sido exposto a uma situação de desconforto ou de vergonha. Esta mensagem ficou gravada em sua memória. Foi criado um caminho neurológico em seu cérebro onde esta mensagem ficou arquivada em seu inconsciente. Como o nosso inconsciente tem a função de nos proteger, todas as vezes que você for exposto a falar em público, o seu inconsciente faz aquele caminho neurológico no seu cérebro, traz a sua crença a tona (dizendo pra você mesmo que você não é capaz e não pode falar em público), e assim te protege! Seu diálogo interno lhe diz: “Não se exponha! Não fale em público porque você não consegue. Já tentamos uma vez e passamos muita vergonha… volte para a zona de conforto imediatamente!”.

Cuidado hein?! Você pode ter comprado crenças demais! Pense nisso…

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Sobre o Autor

Marco Meda
Marco Meda http://leadermind.com.br

Escritor, Coach e Leader Trainer

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