A motivação – ou – do que você precisa agora

A motivação – ou – do que você precisa agora
novembro 02 08:00 2015 Imprimir Este artigo

Toda conquista é um objetivo realizado. Portanto, toda conquista nasce de uma atitude. Toda atitude visa algo. Então, cada algo visado que precisa de uma atitude pode-se chamar de meta. Pode-se dizer também que metas funcionam, simultaneamente, como conquista e motivação.

A motivação é um conjunto de forças internas que mobilizam o indivíduo para atingir um objetivo ou meta como resposta a uma necessidade. Sendo assim, é fundamental conhecer a necessidade que se impõe naquela circunstância para traçar metas que sejam realmente motivadoras para o engajamento nas ações exigidas.
Anthony Robbins, um dos mais requisitados coach e palestrante norte americano, defende a ideia de que todo o comportamento humano é baseado em duas premissas: fugir da dor e do sofrimento e buscar prazer. Basta pensar em algumas das ações que você realizou esta manhã.

Quais foram as suas motivações? O que você buscava? Provavelmente você tomou o café da manhã para matar a fome (necessidade fisiológica), mas que razões o levaram a escolher os alimentos que ingeriu? Se foi o sabor, você esteve motivado pelo prazer; se foi a dieta saudável, sua motivação foi fugir da dor de ficar doente no futuro. É assim com todas as ações. Procure parar e analisá-las.

Uma motivação é um desejo de suprir necessidades básicas que levam a situações agradáveis e afastam as desagradáveis. Tudo o que se faz é, de alguma maneira, voltado a satisfazer uma ou mais das seis necessidades essenciais da natureza humana. A primeira delas é a necessidade de certeza, conforto, segurança ou estabilidade, como uma casa para morar, um bom carro, um emprego e tudo o mais que lhe possa trazer certa tranquilidade em relação ao presente e/ou ao futuro. No entanto, quando tudo está muito bom, muito certo, você está bem seguro, eis que bate o tédio e a monotonia e você passa a buscar algo que te traga a segunda necessidade, que é justamente o oposto da primeira: incerteza e variedade, também entendidas por mudança, surpresa, desafio, diferença e novidade.

As duas próximas necessidades tratam de relacionamentos. Ser importante para alguém, ser reconhecido, ter status, destaque, pertencer a um grupo, enfim, sentir-se integrante, útil e valorizado é a terceira necessidade básica e quando não há esse sentimento, frequentemente adoecemos. Assim, como ocorre também na falta de amor ou conexão, a quinta necessidade. Sentir-se ligado às pessoas, família, amigos, estar em conexão com Deus, consigo mesmo ou com uma energia superior, também é fundamental para a saúde humana.

As duas próximas necessidades surgem quando as quatro primeiras – denominadas necessidades do corpo – é que o ser humano estará apto a buscar a satisfação das duas últimas, já não urgem. Quem está satisfeito nos termos anteriores passa a buscar mais crescimento, aqui entendido como aprendizado, evolução, expansão, superação. Além disso, surge o momento de retribuir à vida o que ela supriu. É tempo de contribuir, ajudar, servir e fazer diferença na vida dos outros. Por isso essas duas últimas necessidades são consideradas necessidades do espírito.

Reconhecer as necessidades que mais lhe afetam em determinado momento é fundamental para estabelecer metas com as quais você realmente se envolva. Entender como estas necessidades funcionam em si mesmo e reconhecê-las nos outros pode ser uma ferramenta valiosa para aprimorar as relações internas, e é claro, com as pessoas a sua volta. Afinal, há muito mais comprometimento quando você se sente conectado a uma meta por necessidade e muito mais chance de desenvolver bons relacionamentos quando você percebe e entende o que move cada pessoa com quem cria relações. Estas seis necessidades reconhecidas no outro são a base para a persuasão, mas isso é assunto para um outro artigo.

Depois de estabelecida a motivação mais poderosa para a sua meta, é muito mais provável que você faça tudo o que é imperativo até realizá-la. E nesse momento ela passa de motivação à conquista. Dado o devido valor a essa conquista – o senso de gratidão – e o reconhecimento de que ela o trouxe ainda mais perto de seu objetivo, fazem dela novamente motivação, desta vez para uma nova meta.
Minha meta hoje era compartilhar esse conhecimento com você. Como você chegou até o final desse texto, isso evidencia que estabelecemos uma boa conexão. Então, agradeço a oportunidade de ter sua atenção e espero, sinceramente, que esse texto tenha lhe sido útil de alguma forma. Agora, com base no que leu, conte-me qual será a sua próxima atitude para satisfazer a sua necessidade atual. Envie sua resposta para [email protected]

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Sobre o Autor

Jeanine Bellini Guedes
Jeanine Bellini Guedes

Coach, educadora e jornalista.

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