A falsa sensação de realização – e o valor do Agora

A falsa sensação de realização – e o valor do Agora
novembro 16 16:09 2016 Imprimir Este artigo

 

Muitas pessoas – quase todas – sentem uma inquietude indefinida, presente no dia a dia. Parece que algo está inacabado ou faltando, que precisamos fazer algo para nos livrarmos desta leve angustia, temor, insatisfação ou sensação que ainda falta algo, queremos preencher esta indefinida “sede de infinito” que carregamos.

Este terrível mecanismo interno, que advém dos condicionamentos adquiridos e aprendidos ao longo do tempo, aliado à falta de uma visão e compreensão mais ampla, profunda e centrada da Vida, ativa nosso impulso de buscar soluções, de querermos sempre fazer algo, precisarmos fazer isto e mais aquilo.

Parece que a cada instante estamos incompletos, é preciso fazer alguma coisa, e que não dá para parar. Ou se paramos alguns instantes, recomeçamos nosso movimento habitual.

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Habituamo-nos a um imediatismo que nos impulsiona a estarmos em permanente atividade, na esperança (consciente ou inconscientemente) que nossa insatisfação desapareça assim que terminar esta tarefa.

Assim queremos dar um passeio, logo após pensamos em ir ao shopping para comer uma torta na praça de alimentação, depois voltar para casa para fazer uma tarefa e depois entrar nas mídias sociais, telefonar para o Pedro ou Joana, e assim vamos fazendo atividades sem fim, uma encadeada na outra, carregando a permanente insatisfação e a esperança que esta acabe logo ali em frente.

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Projetamos nossas insatisfações em tudo o que fazemos na vida e assim construímos uma vida difícil e cheia de frustrações. Do nada buscamos culpados ou nos tornamos vítimas. Nada nos satisfaz, seja o que for, a não ser poucos instantes de prazer que logo se desvanece e não conseguimos manter.

Precisamos entender que montamos um CÍRCULO VICIOSO dentro de nós, e por mais que lutemos dentro dele, não encontraremos soluções, nem a paz e nem a alegria de viver.

A melhor (se não a única) saída que temos é pararmos de buscar a solução, interromper e não alimentar o círculo vicioso.

Quando fazemos esta parada, um “stop”, entramos imediatamente na esfera do AGORA, e neste lugar-momento encontramos a paz, a bem aventurança. É uma conexão imediata, um piscar de olhos. Percebemos um espaço onde não há nada a fazer, um lugar onde tudo está imóvel, onde tudo se torna absolutamente perfeito. Este lugar pode se tornar nosso mais profundo refúgio, onde toda a plenitude e esplendor estão presentes. Enquanto estivermos ainda confusos e enredados nas teias do alcançar algo, apenas colheremos mais confusão. Não há como “resolver o mundo”. Apenas adaptamos algumas coisas, e logo em seguida surgirão novas buscas e necessidades e assim as coisas acontecem indefinidamente.

Precisamos aprender a nos conectarmos no AGORA, e levar a paz do AGORA a todas nossas atividades processuais, as atividades que realizamos no mundo comum. ESTA UNIÃO DO AGORA COM O QUE VIVEMOS E FAZEMOS NO DIA A DIA É O GRANDE SEGREDO.

Ou seja, se você alcançou algo, tudo bem, e se não alcançou, também está tudo bem. Tua felicidade já não depende ou dependerá mais de situações externas, nem de glórias, sucesso, grandes amores ou realizações.

Acessar o AGORA, através de centramento, meditação, do silêncio, quietude, oração, ou conexão com a própria sabedoria é um ato de tremendo poder e de profunda AÇÃO, onde não há mais lugar para antigos hábitos mentais como a procrastinação, indiferença, criação de medos e temores, esperanças no futuro. Apenas AÇÃO, livres do lixo mental que tanto nos atormenta.

Ah, como eu gostaria que padres, pastores, sacerdotes, bispos, diáconos, aconselhadores, coaches, mentores, pais, maridos, esposas, professores, chefes, líderes e empresários entendessem isto em profundidade e que parassem de rechear as mentes dos outros com mais e mais lixo, ou que deixassem de colocar espessas cortinas de obscuridade na frente dos olhos das pessoas, que parassem de dizer que a felicidade está logo ali na frente, que quando você alcançar tua meta e atingir seus objetivos você será mais feliz. Perceba que isto pode ser a fonte da tua prisão por toda uma vida.

Porém, claro, atue com metas e resultados, são necessários, MAS NÃO SE APRISIONE A ISTO, atue a partir da liberdade, repito, não se aprisione e nem deixe se aprisionar. Conecte e mantenha tua liberdade natural, aquela que te foi dada desde quando você veio a este mundo. É tua, ninguém a pode tirar de você.

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Carlos Eduardo Casagrande
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