Novo jogo para a Geração Y

novembro 09 11:28 2016 Imprimir Este artigo

Céu de brigadeiro e mar de almirante, são antigas expressões para dizer que tudo está calmo e que as melhores condições são fato. Foi nesse cenário que, por muito tempo, a Geração Y trilhou sua carreira. Sem crise econômica e com altos índices de emprego, ou seja, com toda a segurança possível. Tal período somado aos avanços tecnológicos, de educação e novas formas de trabalho contribuíram para que esses jovens se tornassem, em um curto espaço de tempo, especialistas em diferentes áreas e consequentemente supervalorizados. Agora, diante da primeira grande crise dessa geração, ela se vê perdida, principalmente, os milhares que saem da universidade e estão desempregados.

Afinal, mudar constantemente de emprego ou selecionar apenas oportunidades altamente desafiadoras e que possibilitam rápida progressão na carreira não é mais uma opção. Já que, o desemprego afeta principalmente os mais novos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre maio de 2014 a maio de 2015, o desemprego subiu de 4,9% para 6,7% e entre os jovens, com idades de 18 a 24 anos, a taxa de desocupação passou de 12,3% em maio de 2014 para 16,4% em 2015. Além disso, em maio de 2015, esse grupo representava 32% da população desocupada e o de 25 a 49 anos, 51,1%.

Diante desse cenário, a Geração Y terá de adotar uma nova postura e não se deixar enganar pela ilusão de que ter um bom currículo e ideias criativas bastam. Afinal, as oportunidades estão cada vez mais raras e só conseguem uma vaga aqueles que estão realmente comprometidos com a empresa, ou seja, não abandonarão o barco na primeira oportunidade.

Para isso é preciso que essa geração desenvolva algumas habilidades que antes não davam tanto valor. De acordo com pesquisa da Hay Group com 450 profissionais de RH e 450 recém-formados da Índia, China e EUA, 85% dos diretores de recursos humanos acreditam que habilidades sociais e emocionais e não habilidades técnicas são o verdadeiro diferencial. E 79% disseram que recém-formados que não desenvolverem essas habilidades não terão espaço no mercado de trabalho.

Exemplo de uma destas habilidades é a resiliência, já que não conseguirão com facilidade um emprego na velocidade, características e com recompensas financeiras que esperam. É preciso encarar esses desafios e não se deixar abater. Além disso, é preciso ter visão de longo prazo, ou seja, enxergar a importância de apostar em cargos menos atraentes ou valorizados, por exemplo, para com o passar do tempo e ganho de experiência galgar postos mais estratégicos. Afinal, em tempos de recessão como o que estamos enfrentando, a experiência e o jogo de cintura para lidar em um mercado de crise é super valorizado.

Outro ponto fundamental é deixar a “Síndrome do Salvador” de lado, ou seja, do “eu posso fazer tudo sozinho”, e investir no trabalho em equipe, pois o atual momento pede o esforço conjunto que estabelece ambiente para as soluções criativas. Assim, saber ouvir e dialogar não só com os seus pares mais também com outras gerações é essencial. O foco no resultado individual não é mais tão valorizado assim. Afinal, estão todos no mesmo barco.

Agora é hora de quebrar os paradigmas desenvolvidos nos jogos de computador , onde o principal valor era passar rápido para a próxima fase. E começar a aproveitar o momento, viver o presente, valorizar a estabilidade, até porque este momento vai durar alguns anos. Mais do que nunca é verdadeiro o verso de Antonio Machado: Caminhante, são tuas pegadas o caminho e nada mais; caminhante, não há caminho, se faz caminho ao andar. E, não fique ansioso, você não estará perdendo novos desafios, porque o principal desafio da fase é sobreviver e aproveitar o momento.

Source: Pro Fit

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Pioneira no Brasil nos processos de coaching de desenvolvimento e resultados, a Pro-Fit oferece esse serviço desde 1999, época na qual, coaching era visto pelo mercado como um modismo e, ainda sim, somente por aqueles que conheciam o termo. De lá para cá, tanto o coaching quanto a Pro-Fit evoluíram. O conceito do processo se consolidou, comprovando que não era apenas um momento, mas uma tendência que até os dias de hoje faz com que esta tecnologia de trabalho continue alcançando o sucesso. Isso pode ser constatado através de várias escolas especializadas que disseminam, cada vez mais,sua importância e eficácia para o mundo corporativo. Na mesma direção, a Pro-Fit, já em janeiro de 2000, afiliou-se à Coach U, escola líder mundial em treinamento de coaches que, hoje, chama-se Coach Inc. Já especializada no tema, a Pro-Fit, através de sua sócia fundadora, Eliana Dutra, tornou-se, em 2005, a primeira empresa na América do Sul a contar com uma Coach credenciada como Master Certified Coach (MCC), a mais alta certificação da International Coach Federation (ICF). Em outras palavras, esse título significa ser coach dos coaches, título que muitos coaches do Brasil, agora, já detêm o que muito orgulha a Pro-Fit, por ter sido pioneira nesse movimento, abrindo caminho para outros profissionais. Em 2007, a Pro-Fit tornou-se representante para o Brasil da Corporate Coach U,treinando facilitadores para os programas de formação de executivos e RH´s “The Coaching Clinic®” e para o “Conversas Essenciais Para Líderes®“. Recentemente, em 2014, a ICF reconhece a qualidade dos cursos de formação da Pro-Fit lhe concedendo a credencial ACTP.

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